sábado, 22 de outubro de 2016

Grécia - 2015

Quem é que nunca sonhou com a Grécia? O berço da democracia, ilhas paradisíacas com mar cristalino, a terra das estátuas sem cabeça.
Depois de muita idealização por parte da minha irmã, lá conseguimos marcar o avião e fomos os três, (eu, ela e o meu namorado) realizar o seu desejo.
Pagámos 180 euros, ida e volta, pela Raynair, com escala me Bruxelas na ida e em Paris na volta. A viagem foi comprada em Maio e fomos na primeira semana de Setembro.

A cidade que nos recebeu foi Salónica. É uma cidade acolhedora. Chegámos eram por volta das 20h e fomos directos ao apartamento que alugámos pela Airbnb. Nessa noite fomos dar um passeio pela avenida e ver a primeira impressão da cidade. A casa para 5 dias ficou-nos por pouco mais de 50€ cada um!!

Para quem chega de noite, pode ser assustadora. Durante a viagem de autocarro do aeroporto para o centro da cidade, havia lixo nas ruas, paredes sujas de grafitis (só aquelas assinaturas), prédios com tinta descascada.. Enfim. Mas à medida que nos aproximamos do centro, o cenário vai melhorando.

1º Dia

Como é costume, levantámo-nos cedinho e saímos de casa de modo a aproveitar o dia o máximo possível! Comprámos um mapa da cidade por 4€, que foi uma burrice pois eles são grátis no centro de turismo! Aprendemos a lição.
Caminhámos pela beira mar ( que tinha ratos inchados a boiar) e chegámos até à White Tower. Decidimos subir e visitar uns quantos monastérios. Salónica, assim como toda a Grécia, está cheia de monastérios e, na minha opinião, são todos lindos!

2º Dia


O segundo dia fizemos o percurso inverso. Visitámos a parte alta da cidade e fomos descendo até ao mar, sempre visitando os monastérios. Na verdade, quase tudo o que há para ver nesta cidade gira à volta disto. Há regras para entrar dentro em alguns destes edifícios religiosos, principalmente nos que estão melhor conservados. Nada de ombros nem pernocas à mostra. Uma coisa que não tinha noção, era o facto de os gregos até serem religiosos. Foi uma descoberta.








O edifício religioso que mais gostei estava em reconstrução.
O interior destes edifícios é todo pintado com frescos, daí a falta de luz natural dentro dos mesmos, a fim de conversar as pinturas. Arquitectonicamente são construções muito interessantes e, mais uma vez, são lindos!





 3º Dia



Decidimos ir à praia. Quem é que vai à Grécia e não experimenta o mar? Lá nos levantámos cedinho de novo, e fomos até à estação de autocarros para ir até Halkidiki. 


O autocarro ia de volta foi à volta de 7€ ida e volta e a viagem demorou aproximadamente 1h30.




 O nosso objectivo era ir até à segunda ''perna'' desta região, mas a senhora na estação de bus informou-nos que as ligações são escassas para ir e vir no mesmo dia. Acabámos por ir para a região Kassandra, e fomos até Kalithea. A praia tinha um areal pequeno, mas a água era cristalina e tinha uma temperatura agradável. Ficámos um pouco desiludidos pois as melhores praias são as de Sithonia. Mas conhecem alguém que esteja numa praia grega deprimido? Pois, eu também não!!




4º Dia

Mais do que ir mandar um mergulho por águas mediterrâneas, é mesmo ir visitar Atenas, onde tudo começou. Quando comprámos os bilhetes para Salónica, comprámos logo voo de ida e volta no mesmo dia para irmos a Atenas. Também pela Raynair, comprámos o primeiro e o último voo do dia, e ficou-nos por 33€ euros ida e volta. 

Apanhámos o voo às 6h e às 7h estávamos a aterrar na capital. Apanhámos um metro do aeroporto para a cidade e comprámos bilhete diário, o que foi um desperdício no nosso caso pois só andámos a pé. A viagem demora à volta de 40 minutos e assim que chegamos da estação demos de caras com a Acrópole. O sentimento é de deslumbre. Que coisa mais linda, maravilhosa e fantástica. Caminhámos um bocado por Plaka e dirigimo-nos logo para o cimo da colina.


Para estudantes abaixo dos 25 anos, a entrada nos pontos turísticos é grátis! Começámos a caminhada (que com a temperatura a rondar os 34º se torna quase dolorosa) e lá chegámos até ao Odeão de Herodes Atico (teatro de Herodion) e é aqui que começamos a deixar pedaços da nossa alma espalhados. Observámos o edifício como ele merecia e a minha irmã, como boa estudante de arquitectura, sabia de cor e salteado toda a história e importância dos mesmos, o que nos poupou estar à espera de um guia. 




Seguimos para as 'portas da Acrópole' ou, pelo seu nome oficial, O Propileus da Acrópole. Já estava totalmente ou quase totalmente reconstruído. Seguimos para Parthenon (que está em processo de reconstrução - a sua conclusão está apontada para 2040, mais coisa menos coisa) e, de seguida, Erection. Quanto mais tempo se passa lá em cima, mais os nossos pés ficam presos ao chão através de uma força qualquer. Mesmo quando descemos, ficamos sempre a olhar para o local que continua a ser o mais importante te toda a Grécia.



Fomos até ao Museu da Acrópole, voltámos para Plaka onde almoçámos uma salada grega e demos mais uma volta pelo bairro. Voltámos à Acrópole até fazer hora de ir ter com um amigo grego que nos fez uma visita até outros pontos importantes. Explicou-nos algumas coisas sobre o quotidiano grego e levou-nos a experimentar alguma gastronomia típica. Ao final da tarde dirigimo-nos para o aeroporto para voltar a Salónica. Atenas soube a pouco. Mesmo se lá tivéssemos ficado 2 semanas tinha sabido a pouco, de tão rica que a cidade é.

5º e último dia

Aproveitámos o nosso último dia útil em Salónica para comprar alguns souvenirs (que eram bem mais baratos em Atenas) e despedir da cidade. Fomos ao mercado charmoso que é feito todas as manhãs e de tarde, visitámos mais dois monastérios. O nosso voo era no dia a seguir às 9h, pelo que aproveitámos o resto do dia para arrumar as malas, e descansar para a longa escala que nos esperava em Paris.


Notas

A comida de rua não é cara, mas tudo o resto é. Um café grego custa 2€50 e a comida no supermercado tem um preço bem mais puxadinho que o nosso. Ninguém paga transportes (devido as suas modas anarquistas), portanto se alguém quiser poupar uns trocos, pode usar esse truque. Um bom repelente de mosquitos vai dar jeito!
É um país com muito para para conhecer. Talvez um ou dois meses serão suficientes para visitar a Grécia como ela merece, porém, ficará sempre a saber a pouco.

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