sábado, 28 de janeiro de 2017

A terra Pura - Alan Spencer

Sinopse 

Em 1858, Thomas Glover deixa Aberdeen, a sua cidade natal na Escócia, para ir trabalhar para Nagasáqui. Jovem, ambicioso, confiante e dotado de uma personalidade carismática, em pouco tempo domina o comércio do chá, da seda e do ópio, e mais tarde envolve-se na venda clandestina de armas ao xógum e aos seus adversários. Estes passos originarão uma delicada intriga política, que as suas ligações amorosas - cuja intensidade dramática viria a inspirar obras como Madame Butterfly e Miss Saigon - só irão agravar. A Terra Pura é uma saga exuberante sobre a viagem espiritual do homem cuja influência iria ajudar a mudar o destino do Japão até aos tempos modernos…
Opinião 
Comprei este livro em promoção – como todos os livros – só e apenas porque o tema era Japão.Bem,  parti para a história sem nenhuma expectativa ou background sobre o livro e o autor que acabou por me surpreender bastante. 
A história é a seguinte: 1860, Thomas Glover, um escocês de 20 e poucos anos que trabalha num porto – à semelhança do seu pai – concorre a um cargo no Japão é selecionado. Deixa a família e namorada para trás e embarca nesta aventura, rumo à terra dos bárbados, como assim eram chamados. 
O que Glover não sabia é que ele ia fazer parte do desenvolvimento do Japão levando ao Oriente não só o progresso, mas também a corrupção.
É de lembrar que no princípio do séc. XX uma viagem até ao país do sol nascente demorava uns bons meses  em condições desumanas, onde muitos não conseguiam resistir às doenças. Também com a distância, vinham os choques culturais e a falta de tolerância em relação aos mesmos. Prova disso era o facto de nós, ocidentais, considerarmos os japoneses uns bárbaros sanguinários, pois não entendíamos os seus códigos de honra principalmente em relação aos samurais. Este livro, contado por Glover, vai-nos obrigar a passar por essa fase de aceitação cultural. 
Vale também a pena fazer referência ao facto de que o Japão experienciou um grande período de desenvolvimento no principio do séc. XX e posteriormente, no final da década de 40. 
Quando terminei o livro, estava com um sentimento um bocado agridoce e não conseguia entender o motivo. Quando fui pesquisar sobre o mesmo, descobri então que as personagens (na sua maioria) tinha existido de facto e, apesar de ser ficção baseada em factos verídicos, pareceu-me bastante fiel à informação que encontrei, incluindo os casos amorosos e as relações familiares descritas no livro. 

Como reflexão final, considero que o livro - lançado pela Editorial Presença -  vale bem a pena para quem quiser conhecer mais acerca da história deste homem que construiu o primeiro trecho de caminho de ferro para o Japão.

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