terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Noites Brancas, Fiódor Dostoiévski

Sinopse

«Nunca nos esquecemos do primeiro livro que nos fez chorar de emoção, é como viver o primeiro amor. (…) Noites Brancas é mais do que um livro terno e perfeito: é uma lição de vida imortal.» Margarida Rebelo Pinto Numa noite luminosa, numa ponte sobre o rio Neva, um jovem sonhador depara-se com uma mulher em lágrimas. Petersburgo está mergulhada em mais uma das suas noites brancas, um fenómeno que faz as noites parecerem tão claras quanto os dias e que confere à cidade a atmosfera onírica ideal para o encontro entre essas duas almas perdidas.Ao longo de quatro noites, o tímido jovem e a ingénua rapariga estabelecem laços intensos, mas o desenrolar romântico deste fugaz encontro pode estar ameaçado… «Dostoiévski é um dos mais literários e cativantes romancistas de sempre» The Washington Post Book World 

Opinião 

Por onde começar? Um homem vagueia pelas charmosas  as solitárias ruas de S. Petersburgo.. ou pelo menos é assim que se sente o nosso narrador e personagem principal desta história, até ao dia que se depara com Nastenka, uma rapariga que tem uma vida igualmente miserável: está presa à avó cega pela barra da saia.Mas  Nastenka espera todas as noites pela salvação de tal sina cruel a que o destino a condenou. Já o narrador, da qual nunca viremos a conhecer o nome, está condenado à dor e à solidão das frias noites russas.

Não consigo perceber se se trata de um conto ou de uma novela, no entanto, é uma história incrível, bem ao estilo que Dostoiévski nos habituou. É incrível de como o ser humano consegue isolar-se no meio da multidão, apaixonar-se pela primeira réstia de esperança e, mesmo sabendo que vai sofrer, agarrar-se a ela para fugir da tortura em que vive. 

Não posso dizer que foi o meu livro preferido do autor mas certamente também não me desiludiu. 

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